Domingo, 11 de Setembro de 2011

Parcerias “im-parciais”

(artigo de opinião publicado no Diário Insular de 12 de Setembro de 2011)

Uma vez que a minha colaboração com a secção desportiva deste jornal é maioritariamente sobre desporto automóvel, única área onde posso falar com conhecimento de causa, vou apenas contar uma história cujo final (feliz ou não) ficará ao critério de cada um.


Dos variados desportos que se praticam atualmente, apenas alguns têm a possibilidade de criar escalões de formação, categoria que tem vindo a ser uma aposta por ser uma boa forma de captar receitas. Os outros inventam parcerias entre entidades às quais chamam “uma forma de atrair praticantes à modalidade”.

Mas a realidade dessas chamadas parcerias, na prática, é bem diferente do que se pensa. As entidades parceiras discordam, e sempre que têm a oportunidade, tentam sobrepor-se uma à outra, fingindo perante a sociedade que esta coligação foi a melhor coisa que aconteceu à prática desse desporto.

A formação acaba por ficar para segundo plano e, se formos a ver bem, apenas uma das entidades da dita parceria fica a ganhar, pois as únicas receitas que surgem neste caso, são as que vêm por parte dos próprios atletas e dos patrocinadores.

A verdade é que para os praticantes passam a existir “mais jogos” durante a época, mas as suas carteiras começam a sentir a falta de receitas para pagar “tantos jogos” e as entidades continuam a levar a cabo esta sociedade mesmo quando dizem de boca cheia que conseguem levar este desporto avante sem a outra parte.

É certo que uma dessas entidades consegue continuar a manter este desporto como um dos que mais adeptos cativa na nossa ilha, basta fazê-lo de uma forma organizada e sincera, especialmente para com os atletas. Então, qual a necessidade de tanta fantochada?

Para bom entendedor…

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