Sempre ouvi dizer que as coisas combinadas nunca correm na total perfeição e que quando não se fazem planos as ocasiões tornam-se memoráveis. Realmente vejo-me obrigada a concordar com tal realidade, uma vez que este fim-de-semana foi o reflexo disso.
Com a intenção de recordar os velhos tempos com os antigos colegas, marquei passagem há cerca de um mês para São Miguel no último fim-de-semana. Sabendo que a pessoa do grupo que vive mais longe estaria lá nessa data, pensei que seria uma excelente oportunidade de juntar novamente aquele grupo das gargalhadas no café e das rebeldias nas aulas durante o curso. Talvez uma rara oportunidade, pelo menos até à nossa ida a Canárias…
“Esta viagem será um pouco precipitada da minha parte” pensei eu, uma vez que nem sabia bem onde haveria de ficar e se realmente teria a oportunidade de estar tempo suficiente com os meus antigos colegas. Para além disso, as finanças estavam curtas, ou seja, não haveria a oportunidade passar os dias no Parque Atlântico a fazer compras desalmadamente como é habitual em mim no caso de não conseguir estar com eles.
Numa data em que fazia precisamente um ano da nossa separação e finalização do curso, considerei que não poderia deixar esta oportunidade passar em branco. Decidi tudo em cima do joelho e lá me pus “terra adentro” sem saber o que me esperava.
O Marco tratou da estadia, mesmo atarefado com o trabalho e com as actuações da tuna, deixou tudo preparado para a minha chegada. Logo depois veio o reencontro com o Francisco e a Sónia, aquela que não via precisamente há um ano. E por incrível que pareça, a reacção do nosso encontro foi precisamente a mesma que há um ano atrás, completamente natural. Nada de emoções e ‘choraminganços’. Com os outros exactamente a mesma coisa. Uma naturalidade extraordinária como se tivessemos estado juntos todo este tempo, como se nunca tivesse existido a separação.
Nada mudou. As conversas eram as mesmas, o recordar de situações constrangedoras, divertidas, lamentáveis e até surpreendentes como antes continuava lá, o espírito rebelde também. A forma característica e carismática de cada um era exactamente a mesma.
Eles prepararam um belo fim-de-semana na casa de férias da Daniela, aquela que ela tanto falava durante o curso, na época ainda em construção. E ainda bem, porque para os dois dias que lá estive, foi o melhor que se podia ter feito: uma actividade com o velho grupo divertida e fenomenal como nos velhos tempos.
O Marco continua o “chato” das perguntas ridículas, que às vezes até já faz de propósito por lhe ser tão característico; o Chico a mesma personagem de sempre, com aquela graça e atitudes já típicas dele que nos entretêm imenso; a Daniela mais espontânea, agora sem “papas na língua” e até com um espírito mais indisciplinado que antes, mas com aquela delicadeza de sempre própria dela; a Sónia, com menos alguns quilos, era aquela mesma menina a quem davam (e continuam a dar, pelos vistos) 16 anos, com a mesma atitude e forma de ser inexplicável, sarcástica e impaciente, cheia de vida como sempre – a minha sósia tal e qual! A Maria, inexplicávelmente igualzinha a si mesma, com as coisas do costume e a sua cultura geral em acção no "Trivial Pursuit".
Depois o Ricardo com a sua bondade e amizade, sempre pronto para fazer alguma coisa pelos outros e a Rafaela, a tímida e mais nova irmã da Daniela que se juntou a nós naqueles dias com mais um Chico para se juntar à festa!
Para além do lugar ser bom demais, não teria sido a mesma coisa sem aquela companhia, foram eles sem dúvida que marcaram a diferença e que fizeram destes dias um fim-de-semana especial.
Embora pouco, deu para fazer tudo o que era importante, até a primeira noite de borga com a Ashley, o Rui, a TAUA e os arquitectos foi visceralmente marcante, com os acontecimentos típicos da minha época de vida boémia.
É uma pena não poder ser assim todos os fins-de-semana. Porque embora todos nós tenhamos lidado bem com o reencontro do grupo, tentando abstrair-nos do trabalho e das preocupações, tenho a certeza que todos nós sentimos falta dessa época em que eram constantes as vivacidades entre nós.
Faltam sempre ver alguns amigos e fazer algumas coisas típicas, mas a verdade é que vi a maior parte dos que me foram mais marcantes.
E de repente, tudo acaba. E estou eu de volta à frente do computador da redacção, apenas com a encantadora lembrança dos dias passados com “os meus meninos”.
Se não for antes, voltaremos a repeti-lo em 2011 em Canárias, onde tenho a certeza que tudo será igual… porque é a isso que se chama a verdadeira amizade.
Obrigada a todos por estes dias!
Alo ana, passei a ser seguidor do teu blog : ), ta mto fix i este teu ultimo revese tao bem tb cmg aki. Ta mto fix. Fika bem. beijinhos
ResponderEliminar